<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-35676233</id><updated>2012-02-16T04:10:46.202-08:00</updated><category term='pesado'/><category term='leve'/><title type='text'>South American Square</title><subtitle type='html'>Literatura &amp;amp; Imaginação Irresponsáveis</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://south-american-square.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35676233/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://south-american-square.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Gabriel Steinbach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_bCNXbowYOAs/R7xF4zgfUbI/AAAAAAAACGY/RNFsmet47I4/S220/IMGP3248.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>8</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35676233.post-2510351127216849672</id><published>2008-11-21T14:22:00.000-08:00</published><updated>2008-11-21T14:27:10.744-08:00</updated><title type='text'>Capítulo 1: crise no governo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_HdlAVPxz8lY/SSc1bJJ0YoI/AAAAAAAABAo/4dXUfEpc3F0/s1600-h/Alfp+new+version.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271240629290295938" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 176px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_HdlAVPxz8lY/SSc1bJJ0YoI/AAAAAAAABAo/4dXUfEpc3F0/s200/Alfp+new+version.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;Crise no Governo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(publicado na 3ª Antologia da AJEL, ano 2008)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Por Gabriel Steinbach&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;01 de agosto de 2008, &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;parte 1 de 4&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Havia um clima de expectativa quando perguntei ao Sr. Smith o que ocorrera na entrada do prédio. Não era com toda a certeza um problema que envolvesse a mim, mas sim aos meus circunstantes, o que me consternava dignamente. Horas antes me alertaram para o fato de que a Srta. Mônica viria ao encontro dos fatos, querendo tirar do virtual as provas da realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia emboscada, a meu ver. Quando o governo quer aprovar essas coisas, o alarme toca e tudo vai a toque de caixa, atropelando sensíveis, moralistas e idealistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntei ao senador Amido sobre o panorama que se desenhava em seu partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Todos estão com o governo nessa medida provisória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, ainda pensando sobre a crise que ocorreu na semana passada e que se havia amainado rachando parte da base do governo, perguntei se a medida não era por demais delicada à sociedade para haver tamanha coesão. Para mim, soava mais como uma manobra para apagar o evento pelo qual Mônica iria passar, agora no momento em que ela entrava no Salão Amarelo do Senado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Não, senador Fonte. Há realmente, ainda que o senhor não acredite nisto, uma verdadeira arregimentação em torno da matéria. Amanhã mesmo, parto para uma comissão em Buenos Aires, na qual iremos discutir os pontos nevrálgicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Ainda há isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Sim. Por que não? Claro está para alguns que isso se trata de uma mera conveniência política, pois não queremos provocar rupturas econômicas por julgamentos morais ou estéticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Não o entendi? Como a estética pode interferir numa trama dessas? A Mônica não está envolvida nela; está? Todos, à boca pequena, comentam o envolvimento dela com a indústria...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Agora quem não o está entendendo sou eu. Nós estamos falando de quase 1 bilhão de pessoas e o senhor me refere a história da Mônica... Isso já é um capítulo à parte desse livro. Aliás, sequer ela entra no livro. Vai mesmo ficar na gaveta (risos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Não acredito que o senhor possa desdenhar de tamanha artimanha desenhada para minar as forças honestas de nosso país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—O que sei é que neste momento tudo tende a ser amenidade, neste furacão jurídico e econômico que estamos construindo. A população está mais preocupada com a ojeriza contra os vizinhos do que com uma vadia armamentista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—É. Desse ponto de vista... É. Não havia visto por um prisma mais longo. O povo parece ter abandonado a cordialidade de nossos ancestrais em troca de uma compreensão ignóbil dos vizinhos. Aliás, deveriam ter maus sentimentos contra os americanos, mas, ao invés disso, os adoram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Fonte (risos), você não deve ser tão rígido! Provavelmente, amanhã mesmo, a sociedade tenha outro sentimento para externar. Cada evento desencadeia uma nova linha de processos e eventos, que desencadeia mais outra e outra... Temos de nos pôr na cadeia de eventos mais adequada para o bem de nossas famílias. No máximo, podemos controlar a linha macro de eventos, através da qual eliminamos imprevistos e controlamos 70% dos resultados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Amido, você é muito técnico. Não consigo entendê-lo com essas metáforas geométricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Fonte, amigo, isso é só outra maneira de dizer que...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta hora lembrei-me do noticiário de ontem à noite que relatava o caso da Mônica com o senador. O presidente da indústria de armas negou qualquer conhecimento que pudesse levar a polícia a reconhecer sua influência no caso das “Licitações de Papai Noel”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Bem, é um inconveniente, pelo menos?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Creio que não. Aliás, estaria o senhor interessado em participar dos trabalhos da comissão de alinhamento? O trabalho já está praticamente pronto, e o holofote que este cargo oferece é perto dos melhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Vou pensar e em 30 min. eu lhe retorno. Voltando um pouco ao assunto, a Comissão de Alinhamento resolveu por manter o mesmo número de cargos na Argentina?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Sim. Vai haver até um acréscimo tendo em vista amainar as animosidades na fusão dos dois Estados. Os “divisionistas-do-atraso” têm nos chamado de ''os elefantes verdes'', dizendo que as funções mais importantes dentro da máquina administrativa ficarão na mão de brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—"Divisionistas-do-atraso"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—É. Foi a alcunha que ouvi mais cedo (risos). Talvez saia na imprensa conservadora por esses dias. São um grupo de jovens da província, estudantes de Teoria da Greve e de Estratégias do Distúrbio... (risos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Amido e sua língua navalha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Fonte, nesses últimos 30 anos, o que nós vimos faz-nos perder completamente a esperança num futuro certo e pacífico. Já dizia o presidente McGregor dos Estados Unidos naquele período de transição entre o Cristianismo e o Islã, logo depois da "Raid-Moon": "o homem é o senhor da justiça quando fala por Khomenei."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Não. Quem disse isso foi o George, Secretário de Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Bem, não importa, ou importa, mas está corrigido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Você vai encontrar-se com a Mônica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Não. Vou evitá-la até que esse assunto desapareça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Mas você disse...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—...desapareça da cabeça dela (risos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Certamente (risos). Vou encontrar-me com Zenóbio para discutir as emendas à Constituição que ele propõe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Certo. Até mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao caminhar pelo corredor que liga meu escritório à parte central da galeria de exposição do Salão Amarelo, pensei no que seria factível para argumentar em prol das emendas. É bem verdade que o processo de anexação, ou alinhamento (como o governo determinou), da ex-república Argentina consumia muito de nosso tempo. Iria mesmo preparar, já de imediato, o meu material e acelerar os trabalhos preparatórios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mônica, a essa altura da hora, já deveria encontrar-se junto da imprensa para tentar dar explicações sobre um assunto, como disse Amido, esquecido e engavetado. Comecei a conjecturar se isso não era uma postura de primeira dama do exibicionismo. Afinal, nessas horas, como sabemos, o certo é ficar quieto e cuidar do jardim de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mônica era uma mulher difícil às vezes, e tinha certa falta de compromisso para com sua família. Isso a deixou distante e odienta. Nenhum parente seu lhe suportava e isso a empurrou para a vida profissional. Na verdade ela tinha saído do eixo profissional para atuar nas sombras dos negócios e do poder político, fazendo jogos escusos. Isso começara no fim de nosso caso, o que me dava, crescentemente, medo de que ela me envolvesse em alguma história ou tentasse chatagear-me para conseguir algum dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora senador, meus recursos são parcos. Não tenho certas habilidades para contar dinheiro e muitas vezes entro no cheque especial. É algo de que sinto vergonha, pois na minha época existia um charme em dizer que se era ruim em matemática... Os tempos mudaram um bocado e eu não acompanhei a mudança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amido, frequentemente, falava coisas que me intrigavam sobre mim mesmo. Eu conseguia reunir a borra ideológica comunista, um fragmento na verdade da minha convivência com meu bisavô, estudioso de história antiga, com os novos tempos de Fiatismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chego ao Salão Amarelo. Cruzo-o e entro no Corredor Vermelho. Vejo no relógio a hora de partir. Pego o terminal 02 para ir à minha casa no Acre. O dia de amanhã fazia promessa de ser cansativo para além do que este corpo mole e flácido poderia suportar. É melhor descansar...&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35676233-2510351127216849672?l=south-american-square.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://south-american-square.blogspot.com/feeds/2510351127216849672/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35676233&amp;postID=2510351127216849672' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35676233/posts/default/2510351127216849672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35676233/posts/default/2510351127216849672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://south-american-square.blogspot.com/2008/11/captulo-1-crise-no-governo.html' title='Capítulo 1: crise no governo'/><author><name>Ninego 鱼</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-owrxe7vxE3o/TzXi_p5S74I/AAAAAAAAIug/SiZxqdj8bZI/s220/img_0163-2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_HdlAVPxz8lY/SSc1bJJ0YoI/AAAAAAAABAo/4dXUfEpc3F0/s72-c/Alfp+new+version.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35676233.post-8777910775391605034</id><published>2008-11-21T14:21:00.000-08:00</published><updated>2008-11-21T14:27:53.538-08:00</updated><title type='text'>Capítulo 2: confronto de vidas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;CAPÍTULO 2&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Confronto de vidas, &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;parte 2 de 4&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse começo de dia, depois de uma noite bem dormida, o clima é de sol aqui no Acre. Tenho de pegar o transporte até às 10h para pegar a primeira sessão da Comissão Executiva do Orçamento de Ajuda aos Refugiados da Argentina. Creio que ela vá atrasar-se e começará em torno de 10.45, ou seja, chego, pelo menos, no fim dos trabalhos preparatórios. Segundo meu computador de bordo, o clima em Brasília é nublado com chuva às 15h e tempo aberto às 23h. Acredito que eu só vá retornar para além das 23h; então vou sem proteção mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo a pensar na Mônica e a duvidar realmente se não existe um envolvimento meio escuso dela com a indústria de armas. É certo que o balanço das empresas não demonstrou nenhuma grande alteração, porém isso era mais estranho do que a realidade me exibia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No túnel para Brasília, fiz uma parada em Campo Grande para falar com meu "conselheiro" Amido. Aluguei um ciclo e fui até ele sem muita preocupação com horários. Encontro Washingtônio, ex-senador pelo Estado de Angola, um mestiço de temperamento acelerado e de poucas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Oi, Washingtônio! Tem feito o quê? Continua nas linhas de tráfego?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Oi, Fonte! Continuo ali, mas com menos arreio. Tenho encontrado mais tempo para o meu jardim ultimamente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Sei. Você tem visto a Mônica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Não depois do que aconteceu. Ouvi dizer que ela cresceu dentro da empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Na verdade foi demitida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—O patrimônio dela conta outra história...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Isso é algo revelador, pois todos puseram de parte a história depois da demissão. Foi quase um acordo pelo cansaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Fonte, não me quero envolver mais nessas intrigas sem fim e sem propósitos da capital do mundo. Estou no meu jardim, entende?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Claro. Mas acho que, se você sabe de alguma coisa, deve pronunciar-se por dever cívico para com o país que você criou e cria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Fonte, por favor, não. Nesse meu fim de vida desenrolar essa teia será esticar a linha da história para encurtar a minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Farei o possível... Está bem. Mantê-lo-ei incógnito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não compreendia como e quando as pessoas escolhiam seu civismo. Mas Washingtônio era desse tipo que fervia e congelava a depender de circunstâncias, sobre as quais eu mal compreendia. Mônica havia se demitido ou sido demitida? Está sendo paga e por quê para manter um elevado nível de gastos? O orçamento da indústria de armas mantinha-se quase que incólume, a despeito da CPI das “Licitações de Papai Noel” e da guerrilha no Chaco de conservadores de esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mônica se envolve num caso com um dos presidentes da empresa, como empregada, e com um dos responsáveis pelo Orçamento das Armas do Exército Policial. Hoje, a balbúrdia que ela semeou ontem deve ter gerado seus podres frutos, entalando o governo diante do alinhamento do falido Estado argentino com a burocracia do Brasil. Afinal, o caso de Mônica com duas personalidades influentes dentro de um clima particularmente delicado dos neo-brasileiros em relação ao novo éthos dominante faria incendiar o meridiano 45.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para bem da verdade, ainda não entendia como o caso dela poderia influenciar numa abertura dos conflitos e no retrocesso dos Trabalhos de Alinhamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mônica entra na sala...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Já contei tudo à imprensa, Fonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Exatamente o quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—A indústria de armas tem interesse no alinhamento pela via pacífica, pois já possuem projetos de urbanização e a relação custo-dos-insumos/mão-de-obra melhorou muito com o aumento do preço da liga metalínica e a baixa sustentável dos materiais de urbanização orgânicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Como assim? Então as suspeitas de que o presidente daquela indústria de armas é também acionista da Alfp Construtora são verdadeiras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Sim. Eles jogavam com os interesses da população através de jornais de imprensa esquerdistas, financiando-os ou não, na medida das oscilações do preço dessas duas commodities: o fungo semeado e a liga metalínica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Mas isso... isso é um absurdo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Parece um absurdo, mas é a verdade. Criaram uma maneira muito engenhosa de arrancar lucros galácticos dos Trabalhos de Alinhamento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Mas, calma!, o que vai acontecer com todo o processo, agora? Estamos em fase praticamente de conclusão do fechamento da matéria. Quase todas as leis estão em pleno vigor. São 180 mil de 210 mil leis!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—A prisão dos terroristas do Chaco vai servir de álibi para uma grande histeria da manada ignorante. Pode ser que precisemos de mais armas num momento em que o preço da liga metalínica está nas alturas e a demanda do governo será muito grande, o que provocará o início de um forte ciclo recessivo. Quanto às leis, o governo está encaminhando um conjunto de leis específicas para serem aplicadas com o princípio do juris loci especiali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—E a Corte neste vai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Não há muito pelo que barafustar. O processo já começou e a PBI já começou a trabalhar em cima desse esquema das commodities. Tudo envolve muita gente, mas todos estavam sendo manipulados por este homem, presidente da Guns, Power and Peace e acionista da Alfp construtora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O restante da conversa já não conseguia digerir. Era apenas mascar todos esses dados brutos e diluí-los até caírem no estômago vazio e apertado. Desde o momento em que os fungos semeados substituíram, em grande parte, os materiais de origem mineral, seu potencial de crescimento não acompanha os seus preços, fenômeno que tem dado margem à muita especulação e a interesses fortes pelo controle da produção absoluta no planeta terra. Isso já faz mais de 200 anos e um certo desinteresse se instalou no seio do governo, evitando a construção de uma legislação a respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A construção com materiais minerais foi proibida através de uma Bill, mas faltam detalhes que ainda não foram trabalhados. Minha casa mesmo fora construída com 20% de material mineral e o restante em fungo semeado. Nosso quadrante processou a Alfp pela construção, mas o julgamento não nos brindou com os resultados previstos por tais causas. O uso de materiais minerais para a construção aumenta o preço das armas e dos equipamentos hospitalares...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É relevante agora alguns detalhes da história dessas duas indústrias: a de armas e a de construção. As duas com um acionista em comum em posição parda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ainda não conseguia entender o que faria Mônica com um aumento de patrimônio, tendo sido demitida da PwP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É hora de encerrar o meu dia, pois já passam das 27 horas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35676233-8777910775391605034?l=south-american-square.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://south-american-square.blogspot.com/feeds/8777910775391605034/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35676233&amp;postID=8777910775391605034' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35676233/posts/default/8777910775391605034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35676233/posts/default/8777910775391605034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://south-american-square.blogspot.com/2008/11/captulo-2-confronto-de-vidas.html' title='Capítulo 2: confronto de vidas'/><author><name>Ninego 鱼</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-owrxe7vxE3o/TzXi_p5S74I/AAAAAAAAIug/SiZxqdj8bZI/s220/img_0163-2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35676233.post-6530394044805536969</id><published>2008-11-21T14:20:00.000-08:00</published><updated>2008-11-21T14:28:26.786-08:00</updated><title type='text'>Capítulo 3: tirando o pano da mesa.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Capítulo 3&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Tirando o pano da mesa, &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;parte 3 de 4&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontro Amido no final do corredor e conto-lhe o ocorrido com Washingtônio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Oi, Amido. Tive uma conversa nesses dias com Washingtônio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—O de Campo Grande?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Sim. Ele contou-me sobre uma considerável elevação da renda de Mônica. Dizem, inclusive, que a cota dela aumentou de 5bO n3 para 13bO n3.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Nossa! O oxigênio lá de casa só atinge 9bO n3!! Realmente tem alguma coisa errada... Ao menos no meu estresse (risos). Com 13bO n3 eu iria ficar calminho, calminho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—(risos) Amido, você me faz rir numa hora dessas... O confronto do Chaco, depois dessa revelação à imprensa, pode levar o conflito até meu quadrante no Acre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—É. Certamente é que isso pode vir a acontecer. Mas, afinal, o que está acontecendo, então, se a Mônica fora demitida com certo constrangimento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—É isso que tento indagá-lo de. Mônica tem algum sócio nessa história para ter tamanho prestígio de, até mesmo, aumentar a sua cota. Entende?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Ontem à noite conversei com o balconista da Mesa de Operações da estatal DEA, a Distribuidora de Energia do Ar. As informações sobre a cota de qualquer pessoa no nosso planeta estão e são acessíveis a qualquer cidadão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Não sabia disso. Então quer dizer que...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Sim. É verídico o que está acontecendo. O quadrante 3 tem uma cota máxima de 9bO n3 devido ao nosso ambiente mais limpo. A Mônica está violando uma lei contra os direitos humanos da Terra!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Isso é realmente um absurdo. Você deve expor isso o mais rápido possível. Talvez consiga inclusive interromper a diplomacia do sangue que irrompeu desde ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Não, Amido! Tenho a intuição de que devo investigar ainda um pouco mais, antes de levar esse caso aos ouvidos do mundo. A Mônica comprometer-se nessa história até o fim é algo que me intriga, entende? Violar uma lei do nosso sistema solar e acusar, expondo as capilaridades da trama que se formava e o presidente da PwP é algo que exige muito controle sobre a situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Bem. Veja o que é que você pode fazer. Não quero envolver-me nessa história. Tire-me disso, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Sim. Vou continuar minhas indagações. Conto-lhe o andamento. Talvez eu esteja enganado sobre o que tem havido. Não sei... Sou um homem de 123 anos e posso oferecer-me a permissão do erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha de recordar-me dos detalhes da conversa de Mônica do dia seguinte. Existia uma lógica por trás dessas armadilhas financeiras e da política...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35676233-6530394044805536969?l=south-american-square.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://south-american-square.blogspot.com/feeds/6530394044805536969/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35676233&amp;postID=6530394044805536969' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35676233/posts/default/6530394044805536969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35676233/posts/default/6530394044805536969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://south-american-square.blogspot.com/2008/11/captulo-3-tirando-o-pano-da-mesa.html' title='Capítulo 3: tirando o pano da mesa.'/><author><name>Ninego 鱼</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-owrxe7vxE3o/TzXi_p5S74I/AAAAAAAAIug/SiZxqdj8bZI/s220/img_0163-2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35676233.post-3629568156020166814</id><published>2008-11-21T14:19:00.000-08:00</published><updated>2008-11-21T14:29:45.570-08:00</updated><title type='text'>Capítulo 4: 0</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;Capítulo 4&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A fazer...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35676233-3629568156020166814?l=south-american-square.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://south-american-square.blogspot.com/feeds/3629568156020166814/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35676233&amp;postID=3629568156020166814' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35676233/posts/default/3629568156020166814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35676233/posts/default/3629568156020166814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://south-american-square.blogspot.com/2008/11/captulo-4-0.html' title='Capítulo 4: 0'/><author><name>Ninego 鱼</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-owrxe7vxE3o/TzXi_p5S74I/AAAAAAAAIug/SiZxqdj8bZI/s220/img_0163-2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35676233.post-8007840713928223324</id><published>2007-08-09T21:22:00.000-07:00</published><updated>2008-10-22T23:26:53.876-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='leve'/><title type='text'>O Doce</title><content type='html'>&lt;a href="http://farm2.static.flickr.com/1323/764411222_d1af77d70b.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1323/764411222_d1af77d70b.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;O DOCE&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Minha doce e emplumada moça que brilha como sol no olho do amante. Tal é a paixão que me arrebata, e tua fronte me põe no lugar dos deslumbrados como o vão que chora vento no espaço entre as paredes. O golpe de ar que sobe incontidamente pela garganta e espanta as misérias, semeando o broto da vida e a ansiedade por ti. Mas quem é esta sensação que se encarna em forma de gente para sorver a minha atenção, senão é ela moça bonita de forma complexa, alongada e bela como o tremular do sol no chão calmo do mar. Minha volta de bicicleta pelas ruas da imaginação, por entre vontades e afirmações, é esbater da vida que se projeta e floresce qual o doce na língua ao te tocar. Confirmado o passeio de cores e de ternura em tua volta, meus nervos, suores e acertos são frangalhos diante dos diques de solidão que se entremeiam no mundo, contra cuja força corre devagar no mel de boa vontade da aparecida atmosfera que deixa aos brutos, meigos; aos meigos, corajosos; aos fortes, incapazes. Das palmas de mão sobra-me desejo com a força daqueles que vibram o escapar da sorte. A energia pulsa da coluna aos cotovelos, e deles à ponta dos dedos dando por testemunha a envergonhada face do homem de amante.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Gabriel Steinbach&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Junho de 2006&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35676233-8007840713928223324?l=south-american-square.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://south-american-square.blogspot.com/feeds/8007840713928223324/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35676233&amp;postID=8007840713928223324' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35676233/posts/default/8007840713928223324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35676233/posts/default/8007840713928223324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://south-american-square.blogspot.com/2007/08/o-doce.html' title='O Doce'/><author><name>Gabriel Steinbach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_bCNXbowYOAs/R7xF4zgfUbI/AAAAAAAACGY/RNFsmet47I4/S220/IMGP3248.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://farm2.static.flickr.com/1323/764411222_d1af77d70b_t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35676233.post-1390785703820345574</id><published>2007-08-09T21:07:00.001-07:00</published><updated>2008-12-12T20:48:34.786-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pesado'/><title type='text'>O Podre</title><content type='html'>&lt;a href="http://brasil.indymedia.org/images/2006/04/350782.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://brasil.indymedia.org/images/2006/04/350782.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.dw-world.de/image/0,,657491_1,00.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;color:#993300;"&gt;O PODRE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ontem na madrugada, pude constatar que precisava de mais uma bebida forte. Enquanto eu olhava para a cara daqueles idiotas úteis, todos com suas crenças de inteligência e de sabedoria de botequim, peguei o copo de cachaça e o entornei de uma só vez para assim enxergar aqueles pândegos em dobro e com muita sorte dormir ali mesmo. Muita fumaça circulava pelo bar, sujeira, e um atendente cretino que havia passado léguas de distância de qualquer escola. Talvez até tivesse sido filho de uma lata de lixo, visto que com tais hábitos apenas os ratos se lhe equiparavam. Era uma verdadeira porcaria. E eu no topo de minha humildade cristã, estava ali há pouco tempo querendo convertê-los a civilização do amor ao próximo. Mais outro copo de cachaça. Olho em volta e com a vista embaciada já me vai sendo mais concuspicente as vagabundas que por ali pirulitavam. Na certa não havia chorume mais fedido do que aquele. Certas de que o esgoto que lhes acolheria era aquele em estava toda aquela pocilga social e suas verminoses e lombrigas abdominais. Mais um copo de cachaça. Este já não sentia mais a língua. Havia misturado àquela intragável bebida com pimenta e algo me ocorrera na mente e estômago. Ia, portanto, do nono copo em frente e as estultices daquela gente maravilhosa de botequim, base de sustentação de umas nulidades artísticas de tv, cujo talento em grande extensão e desenrolar consistia em lubrificar o próprio rabo com os produtores das emissoras. Mais outro copo de cachaça. Pego a pimenta daquele bar virulento, cultura de pulgas e bezerros da mediocridade, e encaçapo naquele melaço de carne, que de tão cozinhada e quase podre despertava-me ânsias e angustias da infância. Melo na batata, ou o que seja aquela formação quase viva, e engulo mastigando calmamente como se o que estivesse a comer fosse o cérebro de um destes vermes alcoolizados, cuja esperança era esperar um passado melhor. O concerto da vista me aponta só para a desgraça daquela podridão, qual clichê –mais um copo de cachaça– que enrosca na desvirtude daquele ambiente impurificado. Piso de azulejo. Parede de azulejo. Moscas em plena e fétida madrugada. A conversa é alta e aborda os temas mais imundos que conheço, da burrice pura e simples –mais um copo de cachaça– até à solidarização da ignorância. Dou mais um passeio com a vista e percebo que a rua está deserta, exceto pelo caminhão de lixo que começa a passar bem à minha testa, incensando toda aquela espelunca e curral de escroques com um cheiro mais ameno e agradável do lixo da vizinhança. Aqueles dejetos, no entanto e felizmente, pareciam-me ser dos lugares mais ricos, pois recendiam a iogurte podre e à carne light.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico ali de pé e riste. Arrepiado até a cruz que penduro no pescoço à espera dum milagre da boa educação. Tenso e arrepiado permaneço e quedo no canto com um copo de cachaça de uma lado e minha arma do outro, pendurada entre minhas axilas como nos filmes dos estrangeiros. Passam dois vagabundos e três trabalhadores do caminhão de lixo. Olham-nos como se fossemos a pior das espécies naquela cidade cretina. Não resisto à tamanha petulância e virulência infantilizada e logo, de imediato, projeto a minha arma cromada para a fronte do imbecil. O espanto deveria se geral, mas o barulho e o fedor torpedeavam a todos. Poucos me olharam a mim com alguma coragem infame ou ironia maltrapilha. Enfim, a vontade de meu dedo ainda era mais fraca do que a vontade continuar vendo aquela cidade nos aspectos mais vis e elegantes. Quase sentei a falange no rabo fétido e imprestável daquele servidor dos ricos, desgraçado e jogado ao status de coisa nenhuma. Mas o que faria sem um olhar temido para cima de mim neste dia de sola? Precisava um pouco disso: bebida, fedor, e uma raiva apontada para mim. Assim teria com o que me preocupar ao sair por aí. Quem me mata? Quem me pega? Não sei se faço isso por prazer ou por vingança, mesmo sabendo que essa mosca adulta não me faria coisa alguma, visto que tem uns que só sabem ser subalternos e nada mais. Dão-lhes uma atividade ou uma força pra frente e nada fazem, pois são dotados do conservadorismo da humilhação. Guardo a minha vingança cromada na cintura e carregada com amor. O bar permanece como se as coisas fossem tão naturais que o tédio quase nos impele a uma arruaça ou uma confusão sem fim por uma mulher depravada. Resta-me mais uns goles nesta cachaça e mais um pouco de pimenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico duas horas sem pensar. Já são muito antes de amanhecer e minha cabeça torna-se imune a qualquer álcool. Não surpreendentemente, chega aquele político que mantém umas relações tais com alguém muito próximo do diabo. Não sei o porquê de o sujeito vir em pessoa para cá. Fitei-o nos olhos, mas o sujeito era seguro e parecia conhecer o lugar. Veio e entrou como se nos freqüentasse há muito. Foi aos fundos. Um rapazola maior o esperava ao carro e distante como se mantivesse uma parede de influência intencional daquele curral de micróbios sociais. Não sou do tipo de ter umas visões ou coisa e tal. Mas senti aquele arrepio de haveria de manter-me mais atento no mundo, talvez um reconhecimento devido no mundo da escória. Aguardei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado pouco tempo...&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Gabriel Steinbach&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Escrito em Julho de 2006&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_bCNXbowYOAs/RrvkjS1qxYI/AAAAAAAAAH0/253zwUjmPJY/s1600-h/200px-Abraham_Lincoln_head_on_shoulders_photo_portrait.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35676233-1390785703820345574?l=south-american-square.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://south-american-square.blogspot.com/feeds/1390785703820345574/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35676233&amp;postID=1390785703820345574' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35676233/posts/default/1390785703820345574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35676233/posts/default/1390785703820345574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://south-american-square.blogspot.com/2007/08/o-podre.html' title='O Podre'/><author><name>Gabriel Steinbach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_bCNXbowYOAs/R7xF4zgfUbI/AAAAAAAACGY/RNFsmet47I4/S220/IMGP3248.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35676233.post-8672602894191536185</id><published>2007-08-09T21:00:00.000-07:00</published><updated>2008-12-12T20:48:34.911-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pesado'/><title type='text'>Figueira</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_bCNXbowYOAs/Rrvjyy1qxXI/AAAAAAAAAHs/-eCgXvRwvCw/s1600-h/20060815-autran230.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5096917865079686514" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_bCNXbowYOAs/Rrvjyy1qxXI/AAAAAAAAAHs/-eCgXvRwvCw/s320/20060815-autran230.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;FIGUEIRA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Figueira era um garoto impetuoso, seguro de si! Convivia com vários amigos. Leva um choque ao saber que tudo aquilo que sua família possuíra não era realidade, à medida que não lhe permitiria concluir seus estudos médios e dar prosseguimento à herança e ao enlevamento da história familiar. Figueira, que se achava bonito e super-inteligente, mas nunca tinha arranjado namorada e, tampouco, boas notas, porque sua mente era mal compreendida, achavam a sua mãe e ele, preparava-se para o curso de odontologia numa grande universidade, pois sua mãe lhe encucara isso. Agora, como num sopro de vento repentino, ele se enquadrava e rotulava-se; a falta de dinheiro fizera transformá-lo num menino confundido, perdido entre as mais variadas classes nomeadas. Classes essas que não mais as enxergava com distanciamento de supermenino. E outras, aquelas ($), que de tão longe lhe arrepiavam os cabelos lisos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrava ele de que um dia vivera a vida como os verdadeiros playboys. E sentira a necessidade de conhecer uma garota a sua altura. Há mister de bom garbo e imbuída de toda uma elegância finda, a que fora costumado. Não era de esperar-se outra coisa, dado que, com uma educação daquelas, tudo se tornaria o mais leve sopro de agrado para aquele corpo bem acostumado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Completava uma idade de responsabilidade, e de presente ganhara a verdade. Uma recepção de vida adulta? Comemorava agora seu desprendimento com o passado, o qual não lhe servira para mais nada, apenas para passado, lembranças por que, seu relaxante noturno, entre sonhos relaxava. E no dia-a-dia corria atrás com suas peripécias imaturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou um sujeito que jaz taciturno, moribundo e vadio. Desiludido e insatisfeito. Por quê? Explico! Preso num novo setor de humanos, uma classe média iludida que se achava em posição. Não há mulher que o suporte para com as suas exigências (nunca declinadas às suas parceiras) nem o satisfaça, a não ser, as muito finas, as quais de vez em vez o percebem graças às unhas sujas de pomada, no posto de gasolina onde trabalha. Pomada que com muito esforço ele se dignava a comprar para amenizar seus problemas psíquicos –pululavam na pele. Sem força para manter uma postura, ele torna-se agora um indivíduo apático: não ri, não chora, não canta, não tem amigos nem reações de sentimento. Sempre evitava qualquer contacto com os parentes, poucos, mas sempre atentos à sua vida, o que muito o irritava. Fizera um muito para ser esquecido, mas qualquer conduta chamava à atenção de seus familiares; até mesmo pensara em suicídio, ato que ele renegava, dado que uma coisa dessas traria toda atenção dos parentes, no mínimo! Ficava então tentando morrer em vida, não demonstrava nenhuma expressão facial, sempre de rosto quieto. Pensava em arranjar uma mulher sem modos? mas que juntos ajudariam um ao outro? –nunca! O que ele teria de bom a oferecer a ela sem dinheiro!? Sua educação não o permitia. E tentar fazer um curso universitário que reputava baixo, ele, nunca! Tinha feito amigos na infância, ricos e eruditos, e na hipótese de reencontrá-los todos bem de vida, preferia trabalhar num posto do subúrbio, economizando um resto de dinheiro, na esperança de com um dinheiro lauto poder retomar sua infância de mentira. Em tudo, ser esquecido e acompanhar a vitória dos outros eram suas grandes e únicas diversões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá ia Figueira. Mudara-se para uma cidade do interior –fria. Assim, de casacos ele se sumia. Para ir ao trabalho era sempre pontual, nunca havia sido reclamado ou reclamar algo a seu chefe –lembre-se de que não chamar a atenção alheia fazia parte, agora, do escopo de sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa crise econômica, Figueira teve de ser demitido, e com isso, logo pensou em todas as economias que tinha feito. As usaria para financiar um projeto, não! Para pagar as contas de casa e sobreviver, não! Tudo era muito incerto, com uma crise dessas, não se sabe quando iria acabar. E Figueira pegou todo o dinheiro, colocou-o num saco, e partiu embora. Com três dias nos ombros, não agüentava de fome, pensou em usar um pouco do dinheiro que acumulara para fazer um lanchezinho. Não! Se em três dias ele fraquejasse. O que seria das próximas semanas? Firme, fitava a vista nos baldes de lixo e executara o que pensou..., pois tinha uma educação austera e disciplinada. Passados cinco meses, o lixo e o esquecimento fizeram de Figueira um mendigo acomodado. Agora já não gastava o dinheiro em hipótese alguma; sentira-se, como na infância, rico. Tinha um montante de dinheiro que invejavam os outros (se soubessem). Mas repetia sempre em voz: que não gasta o dinheiro para não ficar pobre; e levou esse verso por cinco anos para junto dele ao túmulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Figueira morreu, sossegado e sem remorsos, num acidente, que ele mesmo provocara, um acidente perfeito de que não houvesse chance alguma de sobrevivência ou debilitamento. Do dinheiro economizado, ele deixou para seu irmão, o mais novo, o qual ele achara ter uma vida semelhante à sua, mas com o porém dos sonhos da velha mãe serem maiores do que os sonhos das classes altas. Ah! Mas ele teve o cuidado de o dinheiro chegar às mãos de sua mãe, incólume, ou seja, nunca que ela cogitaria ter vindo das mãos dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E morre Figueira, sem rastro de personalidade, sem história mal contada, sem brigas, separações e desafetos. Como o golpe de vento repentino que levou junto com seus sonhos, sua personalidade, esperança, e todas as pequenas peças que compõem a vida humana. Vai-se sem grandes pompas, principalmente por não ter concretizado os devaneios da mãe ou dado continuidade ao passado que de tão belo enjoa e desagrada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Gabriel Steinbach&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Escrito em julho de 2003&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35676233-8672602894191536185?l=south-american-square.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://south-american-square.blogspot.com/feeds/8672602894191536185/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35676233&amp;postID=8672602894191536185' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35676233/posts/default/8672602894191536185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35676233/posts/default/8672602894191536185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://south-american-square.blogspot.com/2007/08/figueira.html' title='Figueira'/><author><name>Gabriel Steinbach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_bCNXbowYOAs/R7xF4zgfUbI/AAAAAAAACGY/RNFsmet47I4/S220/IMGP3248.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_bCNXbowYOAs/Rrvjyy1qxXI/AAAAAAAAAHs/-eCgXvRwvCw/s72-c/20060815-autran230.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35676233.post-116075679996280204</id><published>2006-10-13T09:25:00.000-07:00</published><updated>2008-10-22T23:27:34.076-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pesado'/><title type='text'>O Homem que Fez em Duas Horas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5994/1656/320/200px-Abraham_Lincoln_head_on_shoulders_photo_portrait.jpg"&gt;&lt;img style="CLEAR: all; FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5994/1656/160/200px-Abraham_Lincoln_head_on_shoulders_photo_portrait.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc9933;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#993300;"&gt;O HOMEM QUE FEZ EM DUAS HORAS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Se eu tivesse oito horas para derrubar uma árvore, passaria seis afiando meu machado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Abraham Lincoln (1809-1865)&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://picasa.google.com/blogger/" target="ext"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; PADDING-LEFT: 0px; BACKGROUND: 0% 50%; PADDING-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; PADDING-TOP: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px; moz-background-clip: initial; moz-background-origin: initial; moz-background-inline-policy: initial" alt="Posted by Picasa" src="http://photos1.blogger.com/pbp.gif" align="middle" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35676233-116075679996280204?l=south-american-square.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://south-american-square.blogspot.com/feeds/116075679996280204/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35676233&amp;postID=116075679996280204' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35676233/posts/default/116075679996280204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35676233/posts/default/116075679996280204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://south-american-square.blogspot.com/2006/10/o-homem-que-fez-em-duas-horas.html' title='O Homem que Fez em Duas Horas'/><author><name>Gabriel Steinbach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_bCNXbowYOAs/R7xF4zgfUbI/AAAAAAAACGY/RNFsmet47I4/S220/IMGP3248.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
